economistadigital.com.br

Seu Portal de Economia no Brasil

Em 2023, o total de trabalhadores sindicalizados no país caiu para o menor número dos últimos dez anos

O número de trabalhadores sindicalizados no país caiu para 8,4 milhões em 2023, menor contingente desde 2012. Os dados são do módulo “Características adicionais do mercado de trabalho 2023” da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), publicado no último dia 21 de junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

De acordo com o que detalhou a publicação, das 100,7 milhões de pessoas que estavam ocupadas na força de trabalho no ano passado, 8,4% (ou 8,4 milhões de pessoas) eram associadas a sindicato — enquanto que, em 2022, 9,2% dos ocupados (ou 9,1 milhões de pessoas) eram trabalhadores sindicalizados. 

As notícias do IBGE também são que as regiões com os maiores níveis de sindicalizados em 2023, foram: Nordeste (9,5%) e Sul (9,4%). Depois, aparecem o Sudeste (7,9%), o Centro-Oeste (7,3%) e o Norte (6,9%). 

“De 2012 a 2021 e, novamente, em 2023, o percentual de homens sindicalizados superou o de mulheres sindicalizadas; porém, essa diferença foi de apenas 0,3 p.p. em 2023, 8,2% entre as mulheres e 8,5% entre os homens”, especificou, ainda, a publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. “Nas Regiões Nordeste e Sul, o percentual de mulheres sindicalizadas foi superior ao dos homens em 2023. Nas demais, observou-se comportamento oposto”, acrescentou a Pnad Contínua. 

Sobre a queda observada nas sindicalizações, o IBGE informou que, depois do crescimento observado em 2013 (de 205 mil pessoas), a população ocupada associada a sindicato seguiu tendência de redução nos anos seguintes — movimento que se acentuou em 2016, quando a queda da sindicalização foi acompanhada também pela retração da população total ocupada na força de trabalho. 

“A partir de 2017, embora com ocupação crescente, o número de trabalhadores sindicalizados permaneceu em queda e; em 2023, foi registrada [também] a menor taxa de sindicalização de toda a série histórica (8,4%)”, contou a publicação do Instituto.

Mais detalhes sobre o assunto constam na íntegra do módulo “Características adicionais do mercado de trabalho 2023”, da Pnad Contínua